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Manejo da dor: técnicas minimamente invasivas que estão mudando a prática

Copa

03/04/2026

O manejo da dor deixou de ocupar um papel secundário no cuidado perioperatório para se consolidar como um dos pilares da anestesiologia. Mais do que aliviar sintomas, a prática atual se orienta pela antecipação, prevenção e redução do impacto da dor na recuperação do paciente com efeitos diretos sobre o tempo de internação e a reabilitação funcional.

Nesse contexto, as técnicas minimamente invasivas assumem protagonismo ao combinar precisão, segurança e melhores desfechos clínicos. A dor aguda mal controlada no pós-operatório pode evoluir para quadros crônicos em uma parcela significativa dos pacientes, o que reforça a necessidade de estratégias mais eficazes e individualizadas.

Da abordagem convencional à medicina intervencionista da dor

A evolução do manejo da dor acompanha o próprio desenvolvimento da anestesiologia. Como explica o Dr. Olympio Chacon, Corpo Clínico da Equipe de Controle de Dor – ICESP/HCFMUSP, essa transformação reflete uma mudança estrutural na forma de tratar a dor: “O tratamento da dor seguiu uma trajetória semelhante à da anestesia, com a transição do modelo exclusivamente medicamentoso para intervenções. O avanço da ultrassonografia, aliado à fluoroscopia, trouxe mais precisão e resultados mais duradouros”.

Esse novo cenário amplia as possibilidades terapêuticas; técnicas como bloqueios nervosos periféricos guiados por ultrassom, infiltrações direcionadas e procedimentos com radiofrequência passam a integrar a rotina clínica, promovendo maior assertividade e recuperação mais rápida.

A Dra. Cinthia Passos, Coordenadora do Grupo de Dor do Hospital Samaritano Higienópolis, contextualiza essa evolução ao destacar que os avanços mais expressivos se consolidaram nas últimas décadas: “Embora o controle da dor acompanhe a humanidade desde a Antiguidade, os últimos 50 anos trouxeram avanços significativos, com novas técnicas, pesquisas e maior aceitação da abordagem multidisciplinar. Hoje, o tratamento se baseia em diagnósticos precisos e no uso de tecnologias avançadas”.

Com isso, o manejo da dor deixa de se limitar ao alívio temporário e passa a incorporar estratégias mais duradouras, como ablação química e térmica, além de métodos de neuromodulação.

Inovação, personalização e o impacto na prática clínica

A incorporação de novas tecnologias não apenas amplia o arsenal terapêutico, mas redefine a lógica do cuidado. Nesse cenário, surgem terapias baseadas em princípios biofísicos, que atuam na modulação da dor e na regeneração tecidual. Dr. Chacon destaca esse movimento ao enfatizar que, por vivermos uma era que combina tecnologia de ponta, multidisciplinaridade e inovação, a abordagem multimodal não medicamentosa ganha espaço com técnicas que não têm o foco apenas no controle da dor, mas na restauração funcional.

Na prática clínica, os impactos já são evidentes. Como observa a Dra. Passos, “o tratamento da dor se tornou uma das áreas com maior expansão em técnicas minimamente invasivas. Métodos como laser de alta intensidade (HILT), radiofrequência e ondas de choque permitem reduzir a inflamação, estimular a regeneração e promover alívio de forma mais rápida e duradoura”.

Diante desse cenário dinâmico, a tomada de decisão exige atualização constante e integração entre evidência científica e individualidade do paciente. Eventos científicos desempenham um papel central nesse processo.

O COPA SAESP 2026 reforça esse compromisso ao oferecer experiências práticas e imersivas, com destaque para a Vila da Dor e o Workshop de Intervenção em Dor. As iniciativas promovem contato direto com especialistas e aprofundamento em técnicas guiadas por imagem e tecnologias emergentes.

“O aprendizado constante é indispensável, especialmente diante da expansão das possibilidades no manejo da dor. O COPA SAESP inova ao proporcionar experiências práticas que aproximam o profissional das novas técnicas”, ressalta o Dr. Olympio Chacon. A Dra. Cinthia Passos complementa ao destacar o valor desse espaço para a evolução profissional: “A Vila da Dor oferece demonstrações práticas e contato com novidades em tratamentos minimamente invasivos. Somada à programação científica, proporciona uma atualização abrangente e de alto nível”.

Ao integrar inovação, prática e troca de experiências, o COPA SAESP 2026 se consolida como um ponto de encontro estratégico para anestesiologistas que buscam não apenas acompanhar, mas liderar as transformações no manejo da dor.

Fonte:

SAESP
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