Foi na década de 50, sob o comando do dr. Roberto Araújo,
que o Serviço de Anestesiologia da Irmandade da Santa Casa
de Misericórdia de São Paulo iniciou suas atividades.
Em 1956, chefiado pelo dr. Oswaldo Pinto Mariano, já recebia
estagiários de todo o Brasil e também do exterior.
Mas foi o dr. Renato Ricciardi Del Nero que deu grande ênfase
à função educacional deste Serviço.
Eleito chefe em 1965, tornou-se o primeiro responsável
pelo Centro de Ensino e Treinamento da Santa Casa de São
Paulo.
Atualmente o CET é comandado pela professora dra. Lígia
Andrade da Silva Telles Mathias e está entre os melhores
do País. De acordo com o último relatório
da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), ocupa o segundo
lugar em residência para a especialidade.
O reconhecimento vem do fato de se tratar de um ambiente de ensino
onde os residentes são acompanhados cuidadosamente em todas
as etapas da especialização. Para ter uma idéia,
em 2005 foram praticados, no Hospital de Ensino, aproximadamente
20 mil atos anestésicos com a participação
dos residentes. Os estágios práticos compreendem
todas as subespecialidades, desde anestesia para transplantes
até estágio de dor aguda e crônica. Neste
ano de 2006 acrescentou-se ao currículo prático
do 3º. ano o estágio de anestesia neonatal, por meio
de convênio com os hospitais Santa Joana e Pró Matre
Paulista, sob a supervisão do dr. Pércio Ramon Birilo
Becker Benitez.
FALA O RESIDENTE
Natural da cidade de Aracaju (SE), dr. Carlos Kleber Oliveira
de Santana é residente do terceiro ano do CET de Anestesiologia
da Santa Casa. Formado pela Escola Baiana de Medicina e Saúde
Pública, de Salvador (BA), o futuro anestesista ficou sabendo
do CET por seus professores e familiares anestesistas.
“Meus professores de Aracaju e um primo anestesista me
indicaram o CET da Santa Casa. Diziam que eu teria contato com
diversos tipos de cirurgia e de pacientes. Além disso,
garantiram que o ambiente seria de um hospital-escola, com orientação
de assistentes durante todos os procedimentos anestésicos”.
De acordo com o residente, todas as expectativas foram superadas.
Ele conta que, por ter muitos parentes médicos, optou pela
mesma carreira. No entanto, o mesmo não aconteceu com a
escolha da especialidade: “Só fui me decidir por
Anestesiologia quando estava no segundo ano de internato”.
Dr. Carlos revela ainda que se adaptar à cidade de São
Paulo foi mais fácil do que imaginava: “Tive a sorte
de fazer amigos muito bons durante a residência. Os assistentes
do CET estimulam a união da turma. Sempre tomamos decisões
em conjunto e periodicamente fazemos reuniões para discutir
casos clínicos. Além disto contamos com o apoio
do Programa de Tutoria em Anestesiologia”.