Raimundo Rebuglio
“Todo dia é marcante na vida de um anestesiologista.
Servir ao semelhante, aliviar a dor, proporcionar melhores condições
para a realização do ato cirúrgico, é
muito gratificante”. Estas são palavras do
dr. Raimundo Rebuglio, anestesiologista, nascido em 15 de outubro
de 1949, na cidade de Araraquara, interior de São Paulo.
Dr. Raimundo formou-se na Faculdade de Medicina de Valença,
no Rio de Janeiro, em 1975. No ano seguinte, iniciou o primeiro
ano de residência em cirurgia cardíaca no hospital
da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Porém,
desde o quarto ano do curso de Medicina passou a se interessar
pela Anestesiologia, quando estagiava no Centro Cirúrgico
da Santa Casa da instituição. Em 1977, decidiu fazer
estágio em Anestesiologia no Centro de Ensino e Treinamento
do Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo,
no grupo de anestesiologia da SEMESP (Serviços Médicos
São Paulo) cujo responsável era o dr. Zalli Cundari.
Hoje em dia, é co-responsável pelo Centro de Ensino
e Treinamento do Hospital Beneficência Portuguesa de São
Paulo e também faz parte do grupo do SEMESP que exerce
atividade nos hospitais Santa Rita, Beneficência Portuguesa,
Sabará e São Camilo - Ipiranga. No SEMESP foi presidente
do grupo de anestesiologia nos anos de 1992, 1993,1994 e 1995.
No 360 Congresso Brasileiro de Anestesiologia, realizado na cidade
de São Paulo em 1989, tirou o Título Superior em
Anestesiologia (TSA).
Na SAESP, iniciou na vida associativa como segundo secretário
em 1982, durante a diretoria do dr. Guilherme Frederico Ferreira
dos Reis. Também participou das diretorias dos doutores
Roberto Simão Mathias e José Roberto Nocite.
Como presidente da SAESP, nos anos de 1990 e 1991, apesar das
dificuldades financeiras causadas pela era Collor, sua diretoria
não deixou de realizar todos os eventos estabelecidos no
calendário científico da SAESP. Sua gestão
foi pautada na divulgação da especialidade, da ética
e defesa profissional, na remuneração e condições
de trabalho, exigindo dos hospitais mais segurança para
os anestesiologistas e seus pacientes, como monitorização
adequada e ventiladores, terminando assim com a famigerada maleta
do anestesiologista. Iniciou o projeto de hipertermia maligna
com o grande auxílio do dr. José Luiz Gomes do Amaral,
a fim de que a Secretaria da Saúde do Estado de São
Paulo disponibilizasse o medicamento dantrolene sódico,
utilizado no tratamento da doença. Durante vários
anos como indicado da SAESP, participou da Câmara Técnica
de Anestesiologia do CREMESP, onde segue até hoje como
membro.
Sua diretoria foi composta pelo “saudoso grande mestre
e amigo”, dr. Leão João Pousa Machado, dra.
Judymara Lauzi Gozzani, dr. João Adolpho Castilho, dr.
Milton Reitzfeld, dra. Nanci Val y Val Peres da Mota e pelo dr.
José Lorber Rolnik. Compartilhando com a idéia e
trabalho incessante da diretora científica da época,
a dra. Judymara, foi co-editor do 1º livro de atualização
em Anestesia editado pela SAESP, “SAESP – TSA: Curso
de Atualização e Reciclagem“, que até
hoje é utilizado por profissionais e residentes da especialidade,
como base de consulta.
Na década de 1990 teve papel ativo na Sociedade Brasileira
de Anestesiologia, onde ocupou os cargos de diretor do Departamento
de Defesa Profissional nos anos de 95, 96 e 97, foi vice-presidente
em 1998 e presidente em 1999.
Dr. Raimundo, durante todos os anos de dedicação
à vida associativa sempre contou com o apoio de sua família
e dos colegas do grupo do SEMESP. De seus quatro filhos, frutos
do casamento com Cidalia de Melo Rebuglio, que perdura desde 1977,
Gustavo e Rodolfo, escolheram a anestesiologia como profissão.
Sua especialização está sendo realizada no
CET/SBA do Hospital da Beneficência, hoje sob a responsabilidade
do dr. Sergio Stanícia. Já as filhas Isabela e Maria
Helena estudam fisioterapia e administração, respectivamente.
Nas horas de lazer, dr. Raimundo gosta de esportes, porém
salienta que há muito não tem praticado. Como hobby,
anda de moto quando está na praia.
Sobre a profissão resume que ser anestesiologista:
É amar a vida.
É proporcionar ao seu semelhante; dedicação,
segurança, alívio da dor do corpo e da alma.
É estar sempre presente quando solicitado.
É proporcionar aos colegas condições ideais
para o exercício de suas especialidades.
É resignar os louros da vitória e absorver as adversidades
da derrota.
É servir o homem e a Deus.
É ser feliz.