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13/12/2008
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14/05/2009 a 17/05/2009
6º Congresso Paulista de Anestesiologia - COPA


28/08/2009 a 05/09/2009
35º Simpósio de Atualização em Anestesiologia - SIMPANEST


18/09/2009 a 20/09/2009
44ª Jornada Paulista de Anestesiologia - JOPA

Ex-Presidentes
Pedro Geretto

Presidente da SAESP, gestão 1960

Aposentado desde o mês de maio de 2005, o anestesiologista, que leva o título de ‘primeiro professor titular concursado do Brasil’, se enche de orgulho ao falar de uma vida inteira dedicada à Escola Paulista de Medicina. Mesmo hoje, quando poderia descansar longe da intensa rotina hospitalar, não deixa de visitar com freqüência aquele que sempre considerou seu segundo lar. Comumente atravessa os corredores do Hospital São Paulo, passa pelo centro cirúrgico e demais dependências deixando, a cada visita, um pouco de sua experiência de mais de 50 anos de carreira. 

Presidente da SAESP no ano de 1960, dr. Geretto é um exemplo de dedicação à carreira. Nascido na pequena cidade de Ibitinga, interior de São Paulo, em 1922, cumpriu uma trajetória brilhante para concretizar seu maior sonho: ser médico.

Concluiu graduação em 1948, pela Escola Paulista de Medicina (EPM), onde permaneceu por 57 anos em brilhante carreira no Hospital São Paulo. Estagiário médico anestesista, integrou o Serviço de Anestesiologia, do professor Caio Pinheiro. Em 1954, se tornou professor assistente da disciplina de Anestesiologia do Departamento de Cirurgia da EPM. Pouco tempo depois, em 1957, foi o responsável pela anestesia da primeira cirurgia cardíaca com circulação extra-corpórea no país, realizada pelo prof. Hugo Felipozzi na Casa de Saúde Santa Rita.

Após concluir doutorado e livre docência, em 1976, ainda naquela instituição, entrou para a história da Medicina do País. Como primeiro professor titular concursado do Brasil, presidiu a comissão curricular e trabalhou na reestruturação do currículo da escola. Sua trajetória na EPM é longa. Foi, ainda, chefe do Departamento de Cirurgia entre 1987 e 1990 e chegou a diretor clinico do Hospital São Paulo nos anos de 1990 e 1991. Não menos brilhante foi sua trajetória iniciada em 1949 no Hospital Beneficência Portuguesa, do qual foi chefe e fundador do Serviço de Dor, além de diretor clínico por dois anos, quando implantou a pós-graduação latu sensu.

A carreira associativa deste ilustre anestesiologista também é incontestável. Em 1960, quando presidente do Departamento de Anestesia da Associação Paulista de Medicina, que mais tarde daria origem à SAESP, deu-se o importante movimento de defesa de classe do anestesiologista, cujo objetivo era substituir o serviço remunerado por vínculo empregatício pelo trabalho por unidade de serviço tabelada, como acontece nos dias de hoje. Como membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, dr. Geretto atuou como diretor da Revista Brasileira de Anestesiologia.

Tantas lutas e correria jamais fizeram com que perdesse de foco a necessidade de atualização, permanentemente cumprida nos diversos congressos no Brasil e no exterior. Em 1958, por exemplo, viajou para os Estados Unidos onde percorreu, durante cinco meses, centros de anestesia para cirurgia cardíaca.
Graças à vasta produção científica - ele reúne mais de 60 trabalhos publicados em revistas nacionais e estrangeiras –, recebeu inúmeros prêmios. Entre eles, destacam-se a placa de prata da Associação Paulista de Medicina, as diversas medalhas e condecorações da Marinha, da qual faz parte ainda hoje vinculado Sociedade Amigos da Marinha.

Atualmente, incansável aos 83 anos de idade, dr. Geretto presta serviço voluntário juntos ao Mosteiro de São Bento. Nas tardes de quarta-feira, em sua visita semanal, repassa a ficha de avaliação dos cerca de 40 monges lá residentes, verifica novas ocorrências que, quando fogem de sua alçada, encaminha a um especialista.
Mesmo com tantas glórias na vida profissional, ele não se esquece daqueles que foram importantes desde o início de sua trajetória. Os professores Jairo Ramos e Alípio Corrêa Netto são lembrados como dois dos principais mestres com os quais teve o privilégio de conviver. “Foram eles que construíram a minha formação. Serviram como modelo, como exemplos de dedicação e ética. Quando chegou a minha vez de ensinar, procurei formar bons profissionais e transmitir a eles amor pela Escola. A função do professor é mostrar o caminho para aqueles que iniciam e apontar o futuro para aqueles que nos ultrapassaram”.

Mas orgulho mesmo, dr. Geretto sente ao falar daquela que esteve sempre a seu lado, dona Maria Cecília, com quem se casou há quase 55 anos. “Devo grande parte de minhas conquistas à minha mulher, que, com grande dedicação, carinho e amor, construiu uma família extraordinária, que é o alicerce de tudo o que eu pude construir na vida profissional e acadêmica”. Frutos desta relação de respeito e compreensão, estão os quatro filhos e oito netos do casal. Dentre a nova geração da família Geretto, a primeira a seguir os passos do avô é Anna Gabriela, que atualmente se prepara para o vestibular de Medicina.

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