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13/12/2008
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14/05/2009 a 17/05/2009
6º Congresso Paulista de Anestesiologia - COPA


28/08/2009 a 05/09/2009
35º Simpósio de Atualização em Anestesiologia - SIMPANEST


18/09/2009 a 20/09/2009
44ª Jornada Paulista de Anestesiologia - JOPA

Ex-Presidentes
Reynaldo Neves de Figueiredo

Nascido em 8 de julho de 1908, dr. Reynaldo Neves de Figueiredo foi um dos pioneiros da especialidade. Ao longo da vida, contribuiu de maneira ímpar para a Anestesiologia do Brasil. Com indiscutível talento e competência, foi o fundador e primeiro presidente do Departamento de Anestesia da Associação Paulista de Medicina (APM), em 1950. Teve participação essencial para a consolidação desse Departamento, que, em 1969, viria a se tornar a SAESP - Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo. Teve, como secretários de sua gestão, nomes de primeira grandeza, como os drs. Carlos Pereira Parsloe e Luiz Branco Júnior. No mesmo ano, também assumiu a vice-presidência da SBA, a Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), dr. Reynaldo entrou na Anestesiologia de forma bastante curiosa. Assistente do serviço de cirurgia do dr. Benedito Montenegro, era especializado em cirurgia de abdome. Vítima de constantes dores na coluna causadas por uma hérnia de disco, trocou a cirurgia pela anestesia, especialidade que, bastante incipiente à época, permitia o uso de um banquinho e o repouso do médico após as aplicações.

Com a restrição de não poder ficar em pé nas cirurgias, tornou-se o anestesista do serviço para o qual já trabalhava, que na ocasião, não possuía nenhum médico da especialidade. Em 1944, o primeiro anestesista do Hospital das Clínicas, fundou o serviço da especialidade na instituição, que neste ano de 2004 completa 60 anos de existência.

Dr. Reynaldo foi o primeiro chefe do Serviço de Anestesia do Hospital das Clínicas, trabalhando ao lado dos renomados anestesiologistas Gil Soares Bairão, Kentaro Takaoka, Alberto Caputo, Antonio Pereira de Almeida, Amador Varella Lorenzo, Carlos Pereira de Magalhães Júnior e Oscar Figueiredo Barreto, entre outros.

Sua colaboração para o aprendizado da anestesia no Brasil é indiscutível. Em 1946, fez uma especialização de quatro meses e meio na Inglaterra, estudando novos métodos que já eram aplicados pelos médicos britânicos. Uma das novidades que trouxe aos colegas do País foi o curare, uma erva usada como relaxante muscular originária do Amazonas. Dr. Reynaldo, aliás, foi o primeiro anestesista brasileiro a utilizar esta erva, descoberta por médicos canadenses.

Àquela época, os métodos ingleses eram os mais evoluídos, e sua experiência atraiu o interesse dos anestesistas brasileiros, que ainda trabalhavam de forma mais rudimentar.

Em 1955 passou a exercer a função de diretor administrativo do Hospital das Clínicas, respondendo pelo Serviço de Anestesia até 1960. Administrador excepcional, foi escolhido para organizar a divisão médica do Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira", logo em sua inauguração, em 1961. Escolheu a dedo cada chefe dos departamentos médicos, obtendo ótimos resultados e gerando enorme impulso na organização da instituição.

Organizador formidável, foi superintendente do Hospital do Servidor desde 1961, até se aposentar compulsoriamente, na década de 80, com 70 anos. Por mais três anos atuou no Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SECONSI). Nos anos derradeiros de sua carreira, exerceu algumas atividades na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e na Faculdade de Medicina da USP, ao lado do professor Charles Corbett.

Homem sério e extremamente correto, dr. Reynaldo era uma pessoa muito religiosa. Até hoje é tido pelos colegas como uma ótima pessoa, fundamental para a Medicina, para a Anestesiologia e especial para todos aqueles que o conheceram. Ensinou a Anestesiologia a muitos médicos e trabalhou intensamente naquela que foi sua especialidade.

Dr. Reynaldo Neves de Figueiredo faleceu em 19 de abril de 1989, deixando muitas saudades à esposa, Odette Quartim Barbosa Figueiredo, e seus sete filhos. Mais que o legado dos estudos e da prática médica, fica a admiração de toda uma geração de anestesiologistas, que até hoje se inspiram em sua carreira largamente produtiva e no exemplo de amizade e dedicação.
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